O cenário brasileiro da indústria química

Publicado em: 22 de julho, 2021

O momento pelo qual estamos passando na indústria química brasileira e da grande maioria dos setores, sejam eles voltados para a produção de bens de consumo ou de capital é delicado, pois o impacto desse marco histórico – a pandemia causada pelo Covid-19 – afetou, afeta e continuará afetando a economia mundial por algum tempo. Dada a situação, manter-se informado sobre todas as ações governamentais que atingem diretamente o nosso segmento, se torna uma necessidade e contribui estrategicamente com qualquer tomada de decisão futura.

Atualmente, um dos maiores assuntos relacionados com a indústria química nacional aponta que o Brasil está seguindo por um caminho contrário ao dos maiores produtores e fornecedores de produtos químicos do mundo ao tentar extinguir o Regime Especial da Indústria Química (Reiq). O Reiq surgiu como um incentivo do governo em 2013 e isenta 3,65% de PIS/Cofins sobre a compra de matérias-primas básicas derivadas do petróleo de primeira e segunda geração.

Em março deste ano (2021), a medida provisória nº 1.034 passou a suspender esse regime especial, mas em 18 de junho, os presidentes das Câmaras de Vereadores de Camaçari e Salvador, Júnior Borges (DEM) e Geraldo Júnior (MDB), anunciaram que o REIQ será mantido pelos próximos quatro anos, levando em consideração que as empresas do setor químico brasileiro precisam de tempo para se recuperar minimamente da crise econômica.

A indústria química brasileira em comparação com o mundo

Enquanto o imposto sobre o faturamento das indústrias químicas no Brasil varia entre 40% a 45%, concorrentes da Europa e dos Estados Unidos estão pagando apenas 20% a 25%.

No último levantamento para estimar o faturamento líquido da indústria química mundial, feito em 2019 e apresentado pela Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM) em dezembro de 2020, no 25º Encontro Anual da Indústria Química (ENAIQ), o Brasil aparece na 6ª posição, ficando atrás da Coréia, Alemanha e Japão. Em primeiro lugar aparece a China, seguida pelos Estados Unidos.

Você pode conferir a cobertura completa do evento no próprio site da ABIQUIM, lá você também encontra o livreto do Desempenho da Indústria Química Brasileira 2020 para download (As informações do ranking da indústria química estão na página 9).

A indústria química contribui anualmente com 5,7 trilhões de dólares em todo o mundo, sendo responsável por 7% do PIB mundial, além de gerar mais de 120 milhões de empregos.

Vale lembrar que o profissional do setor é fortemente capacitado e, portanto, nós estamos falando também de capital intelectual, que tem um grande valor para o país, pois estão relacionados com o avanço científico de uma nação, desde o desenvolvimento de produtos farmacêuticos como a vacina, até soluções químicas complexas para o setor automotivo, aeronáutico ou da informática.

Ao pensarmos por esse ângulo, cabe citar que a decisão de manter o Reiq, além de prevenir um cenário que poderia acumular cerca de R$ 12 bilhões em perdas para o país, estamos falando também da preservação de 60 mil empregos diretos no Brasil, conforme o presidente da Câmara de Vereadores de Camaçari, Júnior Borges, afirmou na coletiva de imprensa do dia 18.

Em relação às taxas de importação e exportação de produtos e matéria-prima química, se compararmos com os outros 9 países do ranking que mencionamos anteriormente, o Brasil apresenta o maior percentual de importação. O faturamento médio da nossa indústria química é de $100 bilhões por ano, contudo, cerca de $40 bilhões vêm de fora.

A aprovação do PL do Gás traz boas notícias para o setor químico

No dia 10 de dezembro de 2020 o senado aprovou o projeto da nova lei do gás, conhecido como PL do Gás, que propõe a substituição do regime de concessão pelo regime de autorização nos segmentos de transporte e de estocagem de gás natural, diminuindo significativamente a burocracia do processo.

Durante o ENAIQ a aprovação da PL do Gás em conjunto as reformas tributária e administrativa foram apontadas como as ferramentas adequadas para a retomada do crescimento industrial brasileiro, incluindo o setor químico, durante o fim e após a pandemia. Segundo o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, o programa de novo mercado do gás reflete um esforço do governo federal, apoiado pelo setor produtivo, para extinguir os obstáculos e barreiras dos investimentos no Brasil.

Diante de um cenário realista, observamos os pontos fortes e fracos da indústria química brasileira e, com isso, podemos tomar as decisões mais adequadas de investimento. Uma boa decisão é diminuir burocracias e otimizar atividades logísticas, e a X5 pode te ajudar com isso.

Você já conhece o nosso programa de abastecimento? Através desse programa garantimos o atendimento de todas as exigências sanitárias e de segurança determinas pelos órgãos regulamentadores, facilitando por completo o processo de gerenciamento de estoque de químicos para o seu negócio. Entre em contato com um dos nossos consultores para saber mais sobre o assunto!


Escrito por:

Agência Canna


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